
Conceitos






Jornalismo Colaborativo: Prática que considera a participação ativa dos sujeitos/cidadãos nos processos de elaboração, edição e difusão de conteúdo noticioso. A emergência da internet estimulou ainda mais esse outro olhar. Com o objetivo de propor uma nova concepção ao modelo hierarquizado e controlado do gatekeeping, anunciado pelo estadunidense David White (1950), Bruns apresenta o modelo do gatewatching, no qual as estruturas hierárquicas dão lugar a um modelo aberto e participativo, por meio dos produsers (producers/produtores + users/usuários), sob uma lógica não linear, colaborativa e desconcentrada. É sob esse viés que se concretizará esta pesquisa.
Educomunicação: Novo campo teórico e de intervenção social que se forma na interface entre Educação e Comunicação. De Paulo Freire e Mário Kaplún às pesquisas mais recentes realizadas, sobretudo, pela equipe da Universidade de São Paulo (USP), o conceito tem amadurecido, dando origem a formações específicas, como cursos de bacharelado e licenciatura para formação de educomunicadores, considerados os profissionais do século XXI. Em resumo, os projetos educomunicativos são marcados pela capacidade criativa e pelo espírito de colaboração, em prol da elaboração de conteúdos críticos e transformadores, com base na interatividade e experimentação. Dentre as áreas integrantes desta nova práxis, tem-se a Educação para a Comunicação; Mediação Tecnológica nos Espaços Educativos e a Gestão da Comunicação nos Espaços Educativos, que abrange o planejamento, a execução e avaliação de projetos no âmbito da Comunicação, Educação e Cultura.
(In)Formação Crítica: Considerando o potencial dos conteúdos noticiosos para construção de conhecimento, ressaltamos a importância da (in)formação protagonizada pelos meios de comunicação, através, sobretudo, da atuação social dos jornalistas. Nesse sentido, compreendemos a formação para além dos muros da escola e da sala de aula, a partir da complexidade da vida. Para esta pesquisa, inspiramo-nos em nosso próprio cotidiano, em suas contradições e singularidades. Enquanto sujeitos, buscamos o movimento da ação-reflexão- ação, a fim de manter acesa a chama do questionamento e a possibilidade de mudança.
Diversidade: Tendo em vista pensar caminhos possíveis para a diversidade, as escolas e os meios de comunicação precisam estar atentos às especificidades culturais, com o intuito de incentivar e gerar relações interculturais e, ao mesmo tempo, questionar a profunda desigualdade que nos acompanha ao longo dos séculos (CANEN, 2007). Como explicita o antropólogo mexicano Canclini (1997), vivemos a hibridação. Nesse sentido, como diria Boaventura Sousa Santos (1997, 2010), “as pessoas e os grupos sociais têm o direito a ser iguais quando a diferença os inferioriza, e o direito a ser diferentes quando a igualdade os descaracteriza”, pois não há identidade sem diferença. Guiada por uma visão multi-intercultural, esta pesquisa pretende contribuir para uma educação valorizadora da diversidade e questionadora das diferenças, levando em consideração a pluralidade de etnias, gêneros, culturas e outras características identitárias, sejam elas em nível individual, coletivo ou organizacional, considerando que a sociedade é múltipla e deve incorporar essa riqueza em currículos e práticas pedagógicas, impregnando estratégias e conteúdos.
